A interseção entre a BR-280 e a BR-116, em Mafra, prevê a construção de um elevado que irá alterar de forma estrutural o fluxo logístico do Planalto Norte e de todo o corredor Sul-Brasil, reduzindo gargalos históricos de tráfego. O projeto será executado pela concessionária Arteris, responsável pela administração do trecho, e já está confirmado como uma das principais intervenções rodoviárias da região.
Elevado como solução direta
O novo dispositivo viário permitirá que veículos que acessam a BR-116 pela BR-280 possam seguir em trânsito contínuo, sem a necessidade de paradas. O desenho promove a fluidez e elimina pontos de retenção que, em feriados e períodos de maior movimento, provocam longas filas na região. Com isso, a expectativa é de que a travessia passe a ter condições de segurança e agilidade compatíveis com a importância logística do eixo.
Relevância para o corredor logístico
A BR-116 é considerada um dos maiores corredores rodoviários do Brasil, conectando estados do Sul com os mercados do Sudeste e do Mercosul. No trecho do Planalto Norte catarinense, municípios como Mafra, Papanduva e Monte Castelo dependem diretamente de sua capacidade de escoamento. A BR-280 atua como ligação entre polos industriais do Norte de Santa Catarina e os portos da região.
A confluência dessas duas rodovias é um ponto nevrálgico para transporte de cargas e deslocamento de pessoas. A inserção de um elevado tende a reduzir o tempo de percurso e oferecer maior confiabilidade às operações logísticas, fatores essenciais para quem movimenta mercadorias em grande escala.
Investimento sem licitação ou licenciamento ambiental
O projeto será conduzido integralmente pela concessionária Arteris, sem a necessidade de licitações adicionais ou processos de licenciamento ambiental. Isso deve acelerar os prazos e garantir o início da execução com maior previsibilidade, em um cronograma que prevê conclusão em 2026.
Além do elevado, a empresa também confirmou que serão construídas marginais em Papanduva, outro ponto de atenção no corredor da BR-116. Essa ampliação dará suporte à mobilidade urbana local e facilitará a separação entre tráfego regional e fluxo rodoviário de longa distância.
Uma agenda de modernização
As sanções aplicadas pela ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres à concessionária serão convertidas em obras consideradas prioritárias. O elevado entre BR-280 e BR-116 se insere nesse contexto, como resposta a demandas antigas de motoristas, transportadores e comunidades locais.
Esse modelo de compensação demonstra como a fiscalização regulatória pode resultar em ganhos práticos para a malha rodoviária. O setor de infraestrutura acompanha de perto esses movimentos, avaliando como o arranjo contratual pode gerar melhorias tangíveis mesmo em situações de descumprimento de prazos.
Expectativa regional
Para os municípios do entorno, a reformulação do trevo representa uma resposta direta a anos de congestionamentos, insegurança e lentidão. A expectativa é que, com o novo elevado, a região consiga oferecer condições mais competitivas para atividades industriais, agrícolas e comerciais, que dependem de rodovias eficientes.
A obra também deve beneficiar motoristas particulares, reduzindo a pressão sobre a BR-280 em períodos de feriados, quando os engarrafamentos comprometem o deslocamento regional.
Fonte: consulta ao portal JMais
Perguntas que o setor já faz
1 – Como o elevado vai impactar o transporte de cargas no Sul do Brasil? A eliminação de paradas no entroncamento deve reduzir custos operacionais e ampliar a confiabilidade no transporte de mercadorias.
2 – Por que a obra será realizada sem licitação? Por ser de responsabilidade da concessionária, não haverá necessidade de processos adicionais, o que acelera o cronograma de execução.
3 – Quais outros projetos estão previstos para o corredor rodoviário? Além do elevado, estão confirmadas marginais em Papanduva, ampliando a capacidade de tráfego e melhorando a segurança no trecho urbano da BR-116.
