O Aeroporto Internacional de Campo Grande, administrado pela Aena, concluiu a instalação de três pontes de embarque, os fingers, e inaugurou uma sala de embarque doméstico. Essas obras eliminam o embarque por ônibus de pista, substituindo-o por acesso direto às aeronaves.
Área total cresce e capacidade dobra
Um novo pavimento foi construído para abrigar toda a estrutura, e a área total do terminal saltou de 8.800 m² para mais de 11.200 m², um acréscimo relevante de metragem construída.
Com isso, a capacidade anual de passageiros passa de 1,5 milhão para 2,6 milhões, crescimento próximo a 75% em relação ao volume anterior. A nova sala de embarque doméstico ganhou sete portões operacionais, estrutura ampliada e sistemas de climatização e iluminação modernizados, com melhora no conforto térmico e na eficiência energética do terminal.
Segurança e logística de bagagens reforçadas
Entre as melhorias operacionais, o canal de inspeção praticamente dobrou de tamanho e passou a contar com cinco equipamentos de raios-X, o que tende a reduzir filas e otimizar o fluxo de embarque nos horários de pico.
A área de restituição de bagagens também foi ampliada, assim como o espaço comercial, que mais que dobrou, oferecendo ao passageiro maior variedade de serviços dentro do terminal.
Confira os principais números da expansão:
- Área total do terminal: de 8.853 m² para 11.251 m².
- Capacidade anual: de 1,5 milhão para 2,6 milhões de passageiros.
- Portões na sala doméstica: sete no total.
- Equipamentos de raios-X: cinco unidades no canal de inspeção.
- Pontes de embarque (fingers): três novas unidades instaladas.
preparado para aeronaves maiores
No lado ar, o pátio mantém 11 posições para aeronaves comerciais, assim, agora é possível receber aeronaves do tipo C sem restrições operacionais.
Além disso, uma nova taxiway de saída rápida foi implantada, tornando as manobras de pouso e decolagem mais ágeis e reduzindo o tempo de ocupação da pista, dado relevante para a eficiência operacional de terminais em crescimento de demanda.
Infraestrutura aeroportuária como termômetro regional
O caso do Aeroporto Internacional de Campo Grande, é um exemplo claro de como infraestrutura aeroportuária bem planejada responde ao crescimento da demanda sem necessariamente exigir a construção de um terminal inteiramente novo. A reforma modular, que preservou a operação durante as obras, demonstra maturidade técnica na gestão de projetos de infraestrutura em terminais de médio porte.
Iniciativas como essa mostram que os aeroportos regionais têm potencial operacional relevante quando recebem investimento adequado. Campo Grande, como polo logístico e de conexões no Centro-Oeste brasileiro, se beneficia diretamente de um terminal com maior capacidade, melhor fluidez e estrutura compatível com aeronaves de maior porte.
Fonte de referência: portal aeroin
Dúvidas frequentes
1. O que são pontes de embarque (fingers) e por que elas importam para a operação aeroportuária? As pontes de embarque são estruturas telescópicas que conectam o terminal diretamente à porta da aeronave. Elas eliminam o uso de ônibus de pista, reduzem a exposição dos passageiros às intempéries e tornam o embarque mais rápido, seguro e acessível, especialmente para pessoas com mobilidade reduzida. Em termos operacionais, contribuem para ganhos de tempo no turnaround das aeronaves.
2. Como a capacidade de um aeroporto é calculada? A capacidade anual de passageiros de um aeroporto é estimada com base em variáveis como área útil do terminal, número de portões, velocidade de processamento nos pontos de inspeção e restituição, e o volume de movimentos de aeronaves no pátio. Obras de expansão que combinam mais área construída com melhorias operacionais tendem a elevar esse número de forma considerável.
3. O que diferencia uma aeronave do tipo C das demais categorias? A classificação de aeronaves pela ICAO (Organização de Aviação Civil Internacional) usa letras para indicar envergadura e distância entre as rodas. Aeronaves do tipo C, como o Boeing 737 e o Airbus A320, são as mais comuns no mercado doméstico brasileiro. Aeroportos que recebem esse tipo sem restrições estão aptos a operar a maioria das rotas comerciais regulares do país.
