A ponte sobre o rio Paraguai está na iminência de receber a intervenção mais abrangente de sua história. Com início previsto para a segunda quinzena de abril, a recuperação estrutural completa da estrutura situada na BR-262 chega depois de anos em que apenas reparos emergenciais e pontuais mantinham a estrutura em operação.
O investimento de R$ 11,7 milhões vem do Governo de Mato Grosso do Sul e será executado pela Agesul, com a participação técnica e institucional do DNIT. A empresa contratada já foi convocada e tem até 5 dias para formalizar o contrato após a assinatura da OIS que marca o começo oficial da contagem dos 300 dias de prazo.
Estrutura crítica com 24 anos de uso
A ponte tem 1.890 metros de extensão e liga Mato Grosso do Sul ao acesso direto à região pantaneira. Ao longo de mais de duas décadas, a estrutura acumulou desgastes naturais que agora exigem resposta técnica de maior porte.
A obra corrige problemas acumulados, reforça elementos estruturais críticos e deve estender consideravelmente a vida útil da ponte. O trecho é fundamental para o transporte de cargas, para o turismo no Pantanal e para a mobilidade de quem vive e trabalha na região de Corumbá.
Como o trânsito vai funcionar durante as obras
A execução das obras exige atenção especial ao tráfego. Confira as principais medidas previstas:
- Sistema “pare e siga” em operação contínua durante toda a obra.
- Estruturas metálicas provisórias para garantir a passagem de veículos durante os serviços.
- Interdições periódicas a cada 21 dias, programadas preferencialmente para a noite e fins de semana
- Monitoramento permanente do fluxo de veículos na BR-262.
Essas medidas equilibram a necessidade de execução dos serviços com a menor interferência possível no tráfego diário, especialmente o de cargas pesadas, que percorre esse corredor com frequência.
Agesul e DNIT no mesmo contrato
A divisão de responsabilidades entre a Agesul e o DNIT nessa obra é um modelo que tem se repetido em intervenções de grande porte em rodovias federais com interfaces estaduais.
A Agesul lidera a execução, enquanto o DNIT atua como parceiro na supervisão do projeto, considerando que a ponte integra a malha da BR-262, sob jurisdição federal.
Corumbá, cidade de referência para o Pantanal sul-mato-grossense, depende diretamente da BR-262 para escoamento de produção, abastecimento e turismo. A ponte sobre o rio Paraguai, localizada na região do Porto Morrinho, é o único acesso rodoviário direto em boa parte do trajeto.
A combinação de carga pesada, clima úmido e décadas de uso sem intervenção estrutural profunda criou o cenário atual, que agora exige uma obra de reabilitação estrutural de larga escala.
Fonte: Diário Online.
Dúvidas frequentes
1. O que é uma recuperação estrutural completa em pontes? É uma intervenção que vai além de reparos superficiais. Envolve reforço de pilares, vigas, tabuleiros e outros elementos importantes da estrutura, com objetivo de restaurar a capacidade de carga original e prolongar a vida útil da obra de arte especial.
2. Qual é a diferença entre a Agesul e o DNIT nas obras rodoviárias? A Agesul é o órgão executor de obras do estado de Mato Grosso do Sul. Já o DNIT é a autarquia federal responsável pela malha rodoviária federal.
3. Por que pontes antigas acumulam problemas estruturais mesmo com manutenção? O aumento no volume e no peso dos veículos ao longo dos anos, somado à ação do tempo e da umidade, gera desgastes progressivos que manutenções pontuais não conseguem resolver de forma definitiva. A recuperação estrutural completa é a resposta técnica mais adequada nesses casos.
