A operação da VLI atingiu, em 2025, o maior nível de movimentação de grãos e farelos de sua história recente. O desempenho foi puxado pelo aumento do transporte ferroviário e pela maior eficiência nos terminais portuários sob sua gestão.
A companhia transportou volumes superiores ao ano anterior, com destaque para commodities como soja e milho, pilares da exportação agrícola brasileira. O crescimento não se limita ao volume total, mas revela uma engrenagem logística mais ajustada entre trilhos e portos.
Corredores que conectam produção e exportação
O desempenho está diretamente associado à estrutura dos corredores logísticos operados pela empresa. Esses eixos conectam regiões produtoras do interior aos principais pontos de embarque marítimo.
Entre os destaques estão:
- Corredor Sudeste, com integração pela Ferrovia Centro-Atlântica até a Baixada Santista.
- Corredor Leste, articulando a mesma ferrovia com a Estrada de Ferro Vitória a Minas até portos capixabas.
- Corredor Norte, combinando a Ferrovia Norte-Sul e a Estrada de Ferro Carajás até terminais no Maranhão.
Essa malha permite distribuir cargas de forma contínua, reduzindo gargalos históricos e equilibrando o fluxo ao longo do ano.
Volume crescente com estabilidade operacional
O total movimentado nas ferrovias da companhia cresceu em relação a 2024, acompanhado por aumento também nos embarques portuários. O dado chama atenção não apenas pelo volume absoluto, mas pela constância do crescimento, mesmo diante de oscilações típicas do setor agrícola.
Outro indicador relevante é o avanço na métrica de tonelada por quilômetro útil, que mede a eficiência do transporte ferroviário. Esse número indica melhor aproveitamento da capacidade instalada, com maior densidade de carga ao longo das rotas.
Nos portos, o desempenho seguiu a mesma direção, com expansão no volume embarcado. A integração entre ferrovia e terminal portuário segue como diferencial competitivo no escoamento de commodities.
Indicadores financeiros acompanham a operação
Os resultados operacionais vieram acompanhados de desempenho financeiro consistente. A receita líquida cresceu em relação ao ano anterior, enquanto o lucro líquido apresentou leve alta.
O indicador de geração de caixa, medido pelo EBITDA, manteve margem elevada, indicando controle de custos e eficiência operacional. A empresa também manteve ritmo relevante de investimentos, direcionados tanto à manutenção quanto à modernização de ativos.
Esse conjunto de fatores indica um modelo de negócio estável, sustentado pela previsibilidade da demanda agrícola e pela capacidade de execução logística.
Ferrovia como vetor de eficiência logística
O avanço no transporte ferroviário de grãos reforça a importância desse modal para o Brasil. A ferrovia permite transportar grandes volumes com menor custo por tonelada, além de reduzir a dependência de rodovias em longas distâncias.
Outro ponto relevante é a menor emissão de carbono por tonelada transportada, característica que tem ganhado peso em contratos de exportação e cadeias produtivas internacionais.
A consolidação desse modelo depende da continuidade de investimentos e da integração com outros modais, especialmente portos e terminais intermodais.
Fonte: Portal Revista Ferroviária
Perguntas frequentes
1 – O que explica o aumento na movimentação de grãos? A combinação entre safra forte e maior eficiência logística, com melhor uso da malha ferroviária e integração com portos.
2 – Por que a ferrovia ganha espaço no transporte agrícola? Pelo menor custo por tonelada em longas distâncias e maior capacidade de carga em comparação ao transporte rodoviário.
