A LHG Mining vai investir R$ 1,9 bilhão para elevar a capacidade de embarque do Terminal Privativo Gregório Curvo, em Corumbá-MS. A meta é chegar a 15 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, quase três vezes o volume movimentado pelo terminal em 2025. As obras devem ocorrer entre 2026 e 2029, com operação em capacidade maior a partir do último ano do período.
Trem e barcaça na mesma rota
O projeto conecta o transporte ferroviário e a Hidrovia do Paraguai e, segundo o RIMA – Relatório de Impacto Ambiental do empreendimento, a carga sairá dos vagões direto para o pátio de estocagem, seguindo depois por correias transportadoras até o píer, onde será embarcada em barcaças. A nova estrutura incluirá uma pera ferroviária, circuito que evita manobras de retorno dos trens, além de virador de vagões, túnel, sistema de peneiramento e vinte e dois transportadores de correia.
O novo pátio terá capacidade estática de 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro e manganês, valor superior ao autorizado pela licença de operação vigente, de 700 mil toneladas por ano. O material ficará em sete pilhas ao ar livre, com sistema de aspersão para conter a poeira. Assim, o minério granulado seguirá para peneiramento antes do embarque, enquanto o sínter feed vai direto ao píer.
Em agosto, a LHG Mining Corumbá S.A. firmou termo de compromisso com o Imasul – Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, para cumprir a compensação ambiental ligada à obra. O documento prevê R$ 21,58 milhões destinados a unidades de conservação, com vigência de 48 meses. O acordo está associado à Licença de Instalação, número 486 de 2025, e considera grau de impacto de 1,129% sobre o valor de referência do empreendimento.
Menos caminhões nas estradas
Com a nova pera ferroviária, a expectativa é que todo o volume passe a ser recebido por trem, reduzindo o uso de caminhões na BR-262 e na estrada de Porto Esperança. Entre as estruturas previstas nas obras estão:
- Novo pátio de estocagem com sete pilhas de minério;
- Sistema de peneiramento para minério granulado;
- 22 transportadores de correia;
- Novo píer com carregadores de barcaças;
- Ponte de acesso e túnel de circulação;
- Produção em Corumbá segue em alta.
A LHG Mining pretende chegar a 25 milhões de toneladas de minério de ferro e manganês extraídos em Corumbá até 2029. Em 2022, quando assumiu a operação, o volume era de 2 milhões de toneladas.
Hoje, a companhia processa cerca de 13 milhões de toneladas por ano, número que deve seguir crescendo conforme as obras do terminal forem concluídas. O setor de logística portuária ligado à infraestrutura de escoamento mineral no Centro-Oeste segue como um dos pontos de atenção para quem acompanha o transporte de commodities no país.
Informações do portal Campo Grande News.
Perguntas sobre o projeto
1 – Quando as obras do terminal devem começar e terminar? O cronograma apresentado prevê obras entre 2026 e 2029, com a operação em capacidade maior a partir do fim desse período.
2 – Quantos empregos o projeto deve gerar? Durante as obras, a estimativa é de até 999 trabalhadores no pico. Na operação, o quadro deve chegar a 218 profissionais, ante 194 atuais.
3 – Por que o transporte fluvial é considerado o mais indicado para o minério? O RIMA compara as emissões de carbono dos três modais e aponta o transporte por barcaças como o de menor volume estimado de gases para escoar os quinze milhões de toneladas anuais projetados.
