O transporte rodoviário de cargas em São Paulo passa a contar com uma nova alternativa para o abastecimento de caminhões movidos a biometano, combustível renovável que pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em determinadas condições de uso.
O projeto Corredor Verde, da TransJordano, prevê pontos de abastecimento entre Ribeirão Preto, Sumaré e Cubatão, com ligação à região do Porto de Santos.
A iniciativa reúne questões importantes para a infraestrutura de transportes, como a distribuição de combustíveis, a disponibilidade de instalações nas rodovias e a compatibilidade entre veículos e rotas comerciais.
A experiência também ajuda a compreender por que a adoção de combustíveis alternativos depende de condições operacionais que vão além da aquisição de caminhões.
Abastecimento conectado à logística
A proposta da TransJordano contempla uma estrutura de abastecimento destinada inicialmente às operações da transportadora, com possibilidade de atendimento a outras empresas. A GarageLog, integrante do grupo, ficará responsável pela operação dos pontos previstos no projeto.
O planejamento inclui unidades em Sumaré, Ribeirão Preto e Cubatão, cidades com funções distintas na circulação de mercadorias. A conexão entre o interior paulista e a área portuária permite atender deslocamentos associados ao transporte de cargas e aproxima o fornecimento do combustível de trechos utilizados pelas transportadoras.
A distribuição de energia para manter as operações em funcionamento. Sem locais adequados para abastecimento, mesmo uma frota preparada para utilizar combustíveis renováveis pode encontrar restrições de percurso, autonomia e planejamento.
Caminhões e disponibilidade de combustível
A adoção do biometano exige compatibilidade entre o abastecimento, as características dos veículos e as necessidades de cada operação. No projeto da TransJordano, a frota prevista reúne 100 caminhões Scania G 460 6×4, com autonomia aproximada de 700 km.
A autonomia anunciada permite considerar viagens de diferentes extensões, mas a definição das rotas depende de fatores como consumo efetivo, carga transportada, condições de tráfego e localização dos postos. O planejamento precisa considerar também a disponibilidade do combustível durante todo o percurso, evitando que a operação dependa de pontos isolados.
A experiência evidencia a relação entre infraestrutura rodoviária, abastecimento e renovação da frota. A presença de veículos compatíveis com o biometano é apenas uma parte da equação. A oferta regular do combustível e a distribuição dos postos também interferem na viabilidade de sua utilização comercial.
O que a estrutura representa para o transporte de cargas
A implantação de pontos em diferentes municípios pode facilitar o planejamento de viagens e oferecer uma alternativa energética para transportadoras que operam nesses trechos.
A possibilidade de compartilhar a estrutura com outras empresas também merece atenção, pois permite avaliar o aproveitamento dos postos para além das necessidades de uma única frota. Entre os aspectos que merecem acompanhamento estão:
- Disponibilidade de biometano, necessária para manter a regularidade das viagens.
- Distribuição dos pontos de abastecimento, considerando a distância entre as instalações e os destinos atendidos.
- Autonomia dos caminhões, relacionada ao consumo e às condições de operação.
- Custo operacional, que depende do preço do combustível, da manutenção e do perfil de cada rota.
- Redução de emissões, condicionada às características do combustível e aos critérios utilizados na avaliação ambiental.
Esses fatores ajudam a avaliar a viabilidade econômica e operacional de projetos de transporte sustentável. A adoção de uma nova fonte de energia exige planejamento compatível com as exigências do transporte de cargas, no qual atrasos, desvios e indisponibilidade de abastecimento podem comprometer a produtividade.
Descarbonização depende de estrutura disponível
A utilização do biometano integra as alternativas em avaliação para reduzir as emissões do transporte pesado. Seus resultados ambientais, contudo, dependem de elementos como a origem do combustível, o processo de produção, a distribuição e a comparação com a fonte energética substituída.
A TransJordano estima que a operação completa da frota poderá evitar cerca de 6.486 toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano.
A iniciativa também demonstra que a transição energética no transporte de cargas envolve decisões sobre instalações, veículos, fornecimento e organização das viagens.
O desempenho do Corredor Verde dependerá da operação dos pontos previstos e de sua capacidade de atender às necessidades da transportadora e de eventuais usuários externos. A experiência paulista permite observar, na prática, como o planejamento do abastecimento participa das decisões sobre combustíveis alternativos na logística rodoviária.
Fonte: JornalCana.
FAQ
1. O que é o Corredor Verde da TransJordano? É um projeto de abastecimento de caminhões movidos a biometano, com pontos previstos entre Ribeirão Preto, Sumaré e Cubatão, no estado de São Paulo.
2. Por que os postos são importantes para o uso de biometano? Porque permitem planejar as viagens de acordo com a disponibilidade do combustível e a autonomia dos veículos, reduzindo as limitações operacionais associadas à falta de abastecimento.
3. O biometano pode reduzir as emissões do transporte rodoviário? Sim. O combustível pode contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa, dependendo de sua origem, de seu processo de produção e das condições de uso.

