A Aena, concessionária do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, anunciou investimento privado de R$ 1 bilhão no terminal ao longo de três anos. O plano mira mais voos, mais destinos e a entrada de novas companhias aéreas no aeroporto carioca.
Capital privado no terminal
O anúncio veio durante a apresentação dos projetos de desenvolvimento do aeroporto e, segundo a concessionária, todo o recurso sai da iniciativa privada, sem aporte direto do governo. A empresa também prevê geração de empregos no período, com a obra e a operação ocupando mão de obra local, porém, os itens que receberão manutenção e melhorias ainda não foram definidos.
O cronograma apresentado prevê mais frequências em dezenas de destinos, nacionais e internacionais. A lista inclui cidades da América do Norte, da Europa e da América do Sul, além da retomada de operações que estavam suspensas.
Rotas sazonais entre cidades brasileiras também estão incluídas no plano, a concessionária pretende usar ainda a capacidade ociosa do Galeão como argumento comercial para atrair operações.
Mais companhias e tarifas mais acessíveis
O ministro de Portos e Aeroportos aproveitou o evento para defender a abertura do mercado aéreo a novas empresas, inclusive as de baixo custo e as de custo ultrabaixo. A tese é que maior diversidade de oferta amplia o público que consegue comprar passagem.
Ele citou ainda a possibilidade de um mercado aéreo comum entre os países sul-americanos. Aeroporto com espaço e sem concorrência na oferta de voos tende a operar abaixo do que poderia.
Turismo internacional e carga
O governo vê no Galeão, ao lado de Guarulhos, a vocação para receber o turismo internacional. Os argumentos são a capacidade instalada do terminal e as belezas naturais e culturais do Rio de Janeiro. A concessionária, destaca também o potencial do aeroporto para o transporte de cargas.
A concessão aeroportuária foi conquistada em leilão no fim de março, e a Aena já administra outros aeroportos no país. O Galeão passa a ser a vitrine mais exposta dessa carteira.
3 pontos que merecem atenção:
- A definição das obras e dos equipamentos que receberão os recursos.
- A confirmação das companhias que operam as novas rotas internacionais.
- A resposta do mercado à proposta de abertura para empresas de baixo custo.
O terminal tem espaço para crescer, e a pergunta é quanto tempo levará para os voos ocuparem esse espaço.
Informações do g1 Rio de Janeiro.
Dúvidas frequentes
1 – Quem administra o Galeão atualmente? A Aena, que venceu o leilão de venda assistida do aeroporto no fim de março e assumiu a gestão do terminal.
2 – De onde vem o dinheiro do plano de R$ 1 bilhão? Da iniciativa privada. Segundo a concessionária, não há aporte direto do poder público no investimento anunciado.
3 – Quando o passageiro deve notar mudanças? O cronograma já prevê novas rotas e mais frequências a partir deste mês, com ampliação gradual até o fim do ano. As obras, no entanto, ainda dependem de definição.
