A Bahia está no radar para se tornar um dos principais polos de exportação de açúcar e produção de bioenergia mundial, com o projeto de investimento da Al Khaleej Sugar (AKS), maior refinaria de açúcar do mundo, sediada nos Emirados Árabes Unidos. O projeto da multinacional prevê a instalação de uma fábrica no estado, fortalecendo o setor sucroalcooleiro e gerando 50 mil empregos.
Este movimento reforça o papel do Brasil como líder mundial em bioenergia e açúcar, posicionando a Bahia como protagonista de um setor vital para o desenvolvimento econômico nacional.
Por que a Bahia?
A escolha da Bahia como local para o novo empreendimento da Al Khaleej Sugar não foi por acaso. O estado reúne uma combinação de recursos naturais e infraestrutura logística. Entre os fatores destacados pela empresa estão:
- Abundância de água: A proximidade com o Rio São Francisco, uma das maiores fontes hídricas do país, é essencial para garantir a irrigação das plantações e o funcionamento da indústria.
- Logística eficiente: A Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) é apontada como peça-chave no escoamento da produção para portos e mercados internacionais.
- Clima favorável e solo fértil: A Bahia apresenta condições ideais para o cultivo de cana-de-açúcar, favorecendo a produtividade e a qualidade da matéria-prima.
Geração de empregos e fortalecimento da agricultura
Com a instalação da fábrica, a Bahia verá um impacto na economia local. O projeto promete criar até 50 mil empregos, diretos e indiretos, abrangendo desde o cultivo da cana até a operação industrial.
Além disso, a Al Khaleej Sugar prevê parcerias com produtores locais para garantir o fornecimento da matéria-prima, fomentando a agricultura regional e fortalecendo a relação entre o setor privado e pequenos agricultores.
Produção em números
A unidade terá capacidade para processar 14 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, focando em duas principais vertentes:
- Exportação de açúcar: Com mercado consolidado em mais de 50 países, a Al Khaleej Sugar pretende expandir sua presença global, aproveitando a eficiência logística proporcionada pela FIOL.
- Bioenergia diversificada: O projeto se posicionará como referência em sustentabilidade, utilizando biomassa para a produção de etanol e geração de energia limpa.
Este modelo reforça a visão da AKS de integrar agricultura, indústria e bioenergia, promovendo uma economia circular e ambientalmente responsável.
Brasil e AKS
A Al Khaleej Sugar tem uma conexão sólida com o Brasil, destacando-se como uma das principais compradoras de açúcar brasileiro e contribuindo com aproximadamente 3% da produção global de açúcar refinado. Localizada em Jebel Ali, Dubai, sua refinaria é reconhecida internacionalmente, com uma capacidade de produção superior a 7 mil toneladas diárias de açúcar refinado.
Com sua recente expansão para a Bahia, a empresa reforça o papel do Brasil como líder mundial no setor sucroalcooleiro, trazendo novas oportunidades para impulsionar a competitividade do mercado nacional, tanto no segmento de bioenergia quanto nas exportações.
Desafios e perspectivas
Embora o projeto traga grandes promessas, alguns desafios devem ser considerados:
- Adaptação à nova infraestrutura logística: A plena operação da FIOL será crucial para viabilizar a exportação em larga escala.
- Engajamento de investidores locais: A AKS busca integrar investidores brasileiros, promovendo um modelo colaborativo entre empresas e produtores.
- Sustentabilidade ambiental: Garantir práticas agrícolas e industriais sustentáveis será essencial para manter a competitividade e cumprir metas globais de redução de emissões.
Se bem-sucedido, o projeto poderá servir de exemplo para outros estados e setores, mostrando como unir recursos naturais, inovação tecnológica e parcerias público-privadas em prol do desenvolvimento sustentável.
FAQ – Perguntas Frequentes
1. O que a Al Khaleej Sugar fará na Bahia?
A empresa pretende construir uma fábrica para processar até 14 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano, focando na exportação de açúcar e produção de bioenergia.
2. Por que a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) é importante para o projeto?
A FIOL será essencial para o transporte eficiente da produção, conectando a fábrica a portos e mercados internacionais.
3. Como o projeto impactará a economia da Bahia?
Além de gerar até 50 mil empregos, o investimento fortalecerá a agricultura local e impulsionará o estado como polo estratégico de bioenergia e exportação.