A construção do trecho Norte do Rodoanel Mario Covas representa um dos empreendimentos mais complexos da infraestrutura viária do estado de São Paulo. Com 44 km de extensão, 14 túneis e 107 viadutos e pontes, a obra exige soluções de engenharia para superar obstáculos técnicos e geológicos. Após anos de paralisação, a retomada trouxe um cenário difícil, incluindo a necessidade de recuperar 5.200 problemas estruturais identificados.
Um novo fôlego para a mobilidade urbana
O projeto visa concluir a conexão do anel rodoviário em torno da capital paulista, interligando importantes rodovias e reduzindo o fluxo de veículos pesados nas vias urbanas. Estima-se que cerca de 54 mil veículos deixarão de circular pelas vias internas de São Paulo diariamente, desafogando o tráfego e melhorando a fluidez do transporte de cargas e passageiros.
Diagnóstico e recuperação estrutural
A retomada do projeto revelou um volume de danos superior ao esperado. Laudos anteriores indicavam 1.500 patologias, mas, com a avaliação mais aprofundada conduzida pela Via Appia e Intertechne, o número saltou para 5.200. O período sem manutenção agravou a situação, tornando necessário um trabalho extensivo de reforço e reconstrução.
Consórcio Cantareira e a execução das obras
Para garantir a qualidade e a segurança das intervenções, a responsabilidade pelas obras ficou a cargo do Consórcio Cantareira, composto pela Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) e a Renea. Essas empresas lideram um esforço coordenado que envolve aproximadamente 3.800 trabalhadores, número que deve crescer para até 10 mil ao longo do projeto.
Desafios geotécnicos e soluções adotadas
Entre os pontos críticos do trecho 1, está o túnel 501, que colapsou em 2014 e precisou passar por uma reestruturação completa. Esse trecho exigiu demolição, drenagem e reforço estrutural, com previsão de conclusão para agosto de 2025. Outros pontos complexos incluem o viaduto 660, na conexão com o Aeroporto de Guarulhos, que está sendo construído para substituir um aterro instável, e os túneis 301 e 302, que demandam escavações controladas devido à proximidade com áreas residenciais.
Taludes e contenção do solo
Os 77 taludes ao longo do trecho Norte do Rodoanel são essenciais para a estabilidade do terreno. Alguns chegam a 40 metros de altura e exigem soluções como atirantamento e drenagem. Para garantir a segurança, a equipe de engenharia realiza análises constantes e adota técnicas como aplicação de concreto projetado e instalação de grampos metálicos.
[h2] Expansão da força de trabalho
A demanda por mão de obra especializada tem impulsionado a contratação de profissionais para diversas frentes de trabalho. Além disso, um grupo de 20 mulheres passará por capacitação para operar caminhões basculantes, ampliando a diversidade no canteiro de obras.
Conclusão e expectativas
A entrega do trecho 1 está prevista para o segundo semestre de 2025, enquanto o trecho 2 deve ser finalizado até 2026. Com a conclusão, espera-se uma melhoria expressiva na mobilidade da região metropolitana, contribuindo para um trânsito mais eficiente e uma logística otimizada para o transporte de cargas.
Perguntas frequentes
1. Qual a extensão do trecho Norte do Rodoanel? O trecho possui 44 km de extensão e interliga diversas rodovias, completando o anel rodoviário de São Paulo.
2. Quantos túneis fazem parte da obra? O projeto inclui 14 túneis, sendo quatro no trecho 1 e dez no trecho 2.
3. Quem são as empresas responsáveis pela construção? A concessão é da Via Appia, e a execução das obras está sob responsabilidade do Consórcio Cantareira, formado pela Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) e a Renea.
4. Qual o impacto esperado no trânsito de São Paulo? A estimativa é retirar cerca de 54 mil veículos por dia das vias urbanas, sendo 60% caminhões pesados.
5. Quando a obra será concluída? A previsão é que o trecho 1 seja finalizado em 2025 e o trecho 2 até 2026.