A Copasa iniciou um dos programas mais ambiciosos do país no controle de perdas de água. O plano prevê R$ 3,7 bilhões em investimentos até 2033 na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com foco em reduzir vazamentos, modernizar hidrômetros e combater irregularidades nas ligações. A medida busca garantir maior eficiência operacional e sustentabilidade no abastecimento, um desafio que ainda afeta grande parte do sistema de saneamento brasileiro.
Atualmente, o índice de perdas na região gira em torno de 37%, segundo dados recentes da companhia. A meta é reduzir esse número para 25% em menos de uma década, o que representaria um avanço expressivo para o setor e colocaria Minas Gerais em posição de destaque no cenário nacional de gestão hídrica.
Contratos de performance e foco em resultados
Do total previsto, R$ 1 bilhão já está em execução, direcionado principalmente à substituição de hidrômetros antigos por equipamentos de leitura mais precisa. Outros R$ 2,7 bilhões serão aplicados em contratos de performance, distribuídos em 11 subáreas da Região Metropolitana, voltados à redução de perdas físicas e comerciais.
As iniciativas incluem monitoramento remoto, detecção de vazamentos não visíveis, combate a fraudes e instalação de válvulas redutoras de pressão. Cinco desses contratos já estão em fase de licitação, somando R$ 600 milhões, e outros seis devem ser lançados até o fim de 2025.
A expectativa é que a estrutura contratual baseada em performance traga mais transparência e eficiência na execução das metas, com ganhos mensuráveis em economia de água e redução de custos operacionais.
Tecnologia a serviço do saneamento
A Copasa também está implementando Métodos Não Destrutivos em substituição de redes antigas. O sistema, já utilizado em cidades como Belo Horizonte, Contagem e Patos de Minas, reduz o impacto das obras sobre o tráfego urbano, diminui resíduos e evita danos que podem gerar novos vazamentos.
O programa tecnológico da empresa inclui ainda a instalação de uma central de monitoramento em tempo real na Estação Cercadinho, em Belo Horizonte. O centro utiliza inteligência artificial e automação para detectar anomalias na rede e agir com agilidade diante de ocorrências. O resultado esperado é um sistema mais confiável, com menor desperdício e resposta rápida a falhas.
Sustentabilidade e compromisso social
O projeto vai além da infraestrutura física. Ele está alinhado à responsabilidade ambiental e à gestão sustentável da água, elementos que se tornaram imprescindíveis diante da pressão sobre os mananciais e do crescimento urbano na região.
A redução do desperdício tem efeito direto sobre a segurança hídrica das comunidades, especialmente nos períodos de estiagem. Além disso, a modernização dos ativos da Copasa deve gerar melhorias na qualidade do serviço, otimização de custos e fortalecimento da governança corporativa da companhia.
As ações também dialogam com as metas nacionais de universalização do saneamento, previstas no marco regulatório, ao priorizar eficiência, transparência e inovação no uso dos recursos públicos e empresariais.
Investimento como vetor de modernização
A mobilização financeira de R$ 3,7 bilhões representa o maior investimento já realizado pela companhia em sua história. Mais do que ampliar a infraestrutura, a iniciativa sinaliza um reposicionamento estratégico de gestão em um dos setores mais críticos para o desenvolvimento urbano.
Minas Gerais desponta, assim, como um dos estados que mais têm buscado equilíbrio entre sustentabilidade e eficiência operacional, ao investir em tecnologias e modelos de gestão voltados à redução de perdas. Essa integração de esforços técnicos e financeiros poderá servir de referência para outras concessionárias públicas em todo o país.
Informações publicadas pela agenciaminas.
FAQ – Avanços e perspectivas na gestão hídrica em Minas Gerais
1. Quais são as metas do novo plano da Copasa? A empresa busca reduzir o índice de perdas de água na Região Metropolitana de Belo Horizonte para 25% até 2033, investindo R$ 3,7 bilhões em ações de modernização e controle.
2. Como a Copasa pretende alcançar essa meta? Por meio de contratos de performance, substituição de hidrômetros, combate a fraudes e ampliação do monitoramento inteligente das redes de abastecimento.
3. Quais benefícios diretos o programa trará à população? A redução de desperdícios deve garantir maior segurança hídrica, melhor qualidade do serviço prestado e eficiência na distribuição de água, beneficiando milhões de moradores da região.
