O governo de Pernambuco intensificou as tratativas com o Governo Federal para garantir a antecipação de R$ 1 bilhão destinados ao Metrô do Recife, em uma estratégia que pretende dar início a um ciclo de reestruturação operacional e modernização do sistema. A proposta foi apresentada à CBTU – Companhia Brasileira de Trens Urbanos e ao Ministério das Cidades, e faz parte do plano de estadualização que antecede a concessão à iniciativa privada.
O valor solicitado faz parte de um pacote mais amplo, estimado em R$ 2,3 bilhões, que abrange a transição da gestão e a preparação para a escolha de um novo operador. A meta é assegurar a continuidade do serviço durante o processo e viabilizar a aquisição de novos trens e a requalificação das vias e terminais.
Transição negociada
A administração estadual defende que a transferência do controle do sistema metroviário para o governo pernambucano seja acompanhada de recursos equivalentes aos destinados a outros estados, como Belo Horizonte, que recebeu montante semelhante em processo recente. A justificativa é garantir condições técnicas e financeiras adequadas para a operação até que a concessão seja efetivada.
Enquanto o acordo é discutido, o Governo Federal já liberou cerca de R$ 50 milhões para intervenções emergenciais, concentradas na recuperação de dormentes, substituição de trilhos e manutenção de estações. A medida visa evitar interrupções no serviço e minimizar riscos à operação cotidiana, que atende milhares de passageiros por dia.
Caminho para a concessão
O plano de concessão do Metrô do Recife prevê que o processo licitatório para definir o novo operador seja realizado até o primeiro semestre de 2026. Até lá, o Estado pretende concluir as etapas de estadualização e garantir que o sistema opere de forma estável, evitando prejuízos à mobilidade da Região Metropolitana.
Estudos estimam que a necessidade total de investimento para a plena requalificação da malha ferroviária e modernização do sistema esteja entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões, incluindo a ampliação da frota e a atualização de sistemas de sinalização e controle. O projeto é visto como essencial para a mobilidade urbana e para o fortalecimento do transporte público sobre trilhos no Nordeste.
Perspectiva para o setor metroferroviário
A iniciativa pernambucana pode se tornar um marco no modelo de gestão ferroviária regional, abrindo precedentes para novas parcerias público-privadas em sistemas urbanos de transporte de passageiros. A proposta sinaliza uma mudança de gestão baseada em eficiência, sustentabilidade financeira e qualidade de serviço, temas que têm pautado as discussões sobre infraestrutura em todo o país.
A manutenção do funcionamento integral do sistema durante a transição é uma das prioridades do governo estadual, que pretende assegurar a preservação dos empregos e a continuidade do atendimento ao público. A expectativa é que o novo modelo, uma vez implementado, aumente a capacidade de transporte e reduza gargalos históricos que afetam a operação do metrô.
Fonte: informações divulgadas pelo MetrôCPTM.
Perguntas frequentes
1 – O que muda com a estadualização do Metrô do Recife? A transferência da gestão do sistema para o governo pernambucano permitirá maior autonomia na definição de políticas de investimento, manutenção e operação, abrindo espaço para a futura concessão à iniciativa privada com foco em eficiência e modernização.
2 – Quando o novo operador deve assumir o sistema? A previsão é que o processo de seleção do operador privado ocorra até o primeiro semestre de 2026, após a conclusão da estadualização e da liberação dos recursos para melhorias estruturais e operacionais.
