O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou novos investimentos em infraestrutura e logística para garantir suporte ao avanço da indústria de celulose no leste do estado. As obras rodoviárias em execução na MS-377, entre Três Lagoas e Inocência, representam um passo essencial para consolidar a região conhecida como Vale da Celulose como um dos polos mais competitivos da cadeia florestal nacional.
Acesso viário estruturado para a expansão industrial
A implantação e a pavimentação de dois acessos na MS-377 vão atender diretamente às demandas do Projeto Sucuriú da Arauco do Brasil, um dos maiores empreendimentos privados em execução no país. O cronograma prevê a conclusão das obras em até 12 meses, sob a responsabilidade da Agesul.
Os acessos contarão com soluções técnicas de engenharia que favorecem a circulação de veículos de grande porte, incluindo bitrens e tritrens. Entre as intervenções estão um entroncamento em formato trombeta no km 94 e uma rótula alongada no km 97, estruturas que ampliam a segurança viária e reduzem obstáculos logísticos.
Um projeto industrial de escala global
O Projeto Sucuriú, da Arauco do Brasil, prevê a construção de uma planta com capacidade inicial para produzir 3,5 milhões de toneladas anuais de celulose branqueada de eucalipto. O investimento ultrapassa 4,6 bilhões de dólares e tem previsão de gerar mais de 14 mil empregos temporários no período de obras, além de aproximadamente 6 mil postos permanentes após a conclusão.
Com essa dimensão, a nova unidade se coloca entre os maiores empreendimentos industriais já realizados no país, colocando Mato Grosso do Sul como protagonista na cadeia global de fornecimento de fibras de eucalipto.
Conexão com os corredores de exportação
O município de Inocência foi escolhido por sua localização estratégica, conectando áreas de cultivo de eucalipto ao sistema rodoviário estadual e aos corredores de exportação que levam a produção aos portos de Santos – São Paulo e Paranaguá – Paraná.
Essa integração logística exige rodovias em padrão técnico elevado, capazes de sustentar o tráfego intenso de veículos pesados. O investimento em acessos adequados na MS-377 garante maior eficiência no escoamento da produção, diminui custos operacionais e amplia a competitividade do setor no mercado externo.
Cadeia florestal ganha novo impulso em Mato Grosso do Sul
A aposta na modernização da infraestrutura rodoviária está alinhada ao esforço do governo estadual para consolidar o Vale da Celulose como referência em produtividade e logística. A região já abriga importantes indústrias e continua atraindo novos empreendimentos florestais e industriais, estimulando toda a cadeia de fornecedores, transporte e serviços.
Com a entrega prevista para 2026, as obras representam uma base sólida para sustentar o crescimento da indústria da celulose, além de potencializar a arrecadação e ampliar a presença do estado no mercado internacional de fibras vegetais.
O investimento na MS-377 mostra que a expansão da indústria florestal no Mato Grosso do Sul está diretamente ligada a uma política consistente de obras públicas em rodovias. Essa integração entre iniciativa privada e planejamento governamental cria condições favoráveis para que a região alcance novos níveis de competitividade no cenário industrial.
Matéria publicada no portal Capital News.
Perguntas frequentes sobre o Vale da Celulose
1 – Quais obras estão em andamento na MS-377? Estão sendo implantados e pavimentados dois acessos viários entre Três Lagoas e Inocência, com entroncamento tipo trombeta e rótula alongada para melhorar a logística da região.
2 – Por que Inocência foi escolhida para receber a nova planta da Arauco do Brasil? O município está estrategicamente localizado entre áreas de plantio de eucalipto e os principais corredores de exportação rodoviária que ligam a produção aos portos de Santos e Paranaguá.
3 – Qual a importância do Projeto Sucuriú para a indústria nacional de celulose? Com capacidade inicial de 3,5 milhões de toneladas por ano e investimento superior a 4,6 bilhões de dólares, o projeto coloca o Brasil em posição de destaque na produção e exportação de fibras florestais.
