O Porto do Rio Grande se consolida como referência logística no país, desde que registrou o melhor desempenho desde 2021, com uma movimentação superior a 23 milhões de toneladas, entre janeiro e julho de 2025.
Corroborando para o aumento da competitividade do agronegócio brasileiro, a recuperação de rotas internacionais e a maior eficiência operacional dentro do sistema. Para o setor de infraestrutura, o desempenho confirma a capacidade do porto em sustentar o comércio exterior do sul do Brasil em um momento de intensa movimentação global de cargas.
O que lidera a movimentação portuária
A diversificação das cargas tem sido um dos pilares para a evolução da movimentação. O terminal de Rio Grande mantém uma forte base no agronegócio, mas também avança em outros segmentos que dão equilíbrio ao fluxo logístico. Entre os principais destaques estão:
- Grãos, farinhas e cereais – quase 10 milhões de toneladas.
- Fertilizantes – mais de 4 milhões de toneladas.
- Celulose – aproximadamente 2,3 milhões de toneladas.
Além disso, os granéis sólidos responderam por mais da metade da movimentação, enquanto cargas gerais e líquidos completaram o desempenho.
Exportações e importações em alta
Os números de exportação superaram 12 milhões de toneladas no período analisado. A China segue como maior parceira comercial, responsável por quase um terço das cargas embarcadas, seguida por Vietnã e Indonésia.
Do lado das importações, o Porto do Rio Grande movimentou mais de 6 milhões de toneladas, com destaque para três origens:
- China – 19,9% do total.
- Argentina – 14,3%.
- Rússia – 10,4%.
Esses dados confirmam a relevância do terminal como ponto estratégico de entrada e saída de mercadorias, tanto no eixo Atlântico quanto no Mercosul.
Outros portos do sistema gaúcho
Embora o Porto do Rio Grande seja o grande motor do sistema, os demais terminais também apresentam movimentações relevantes.
- Porto de Pelotas – superou 695 mil toneladas até julho, registrando alta de 7,5% em relação ao ano anterior.
- Porto de Porto Alegre – movimentou cerca de 176 mil toneladas, mas com queda acentuada frente a 2024.
O Rio Grande ainda concentra a maior parte da logística do Estado, mas ao mesmo tempo reforça a necessidade de fortalecer a integração entre os três portos.
O papel das operações com contêineres
Outro ponto relevante do desempenho foi o crescimento nas operações com contêineres. O Porto do Rio Grande movimentou mais de 500 mil TEUs, resultado que sinaliza uma retomada consistente do comércio exterior e amplia a atratividade do terminal para novos fluxos de carga.
A eficiência logística e a modernização dos serviços portuários, que garantem ao terminal maior previsibilidade e agilidade nas operações internacionais.
Um retrato do eixo sul da logística nacional
Os resultados alcançados pelo Porto do Rio Grande mostram a capacidade do sul do Brasil em sustentar cadeias de valor cada vez mais competitivas. A integração entre terminais, operadores e a cadeia produtiva permite atender tanto às demandas do agronegócio quanto à crescente diversificação das exportações industriais.
O desempenho recente sinaliza que os investimentos em logística e modernização do sistema portuário do Rio Grande do Sul são fundamentais para manter o Estado conectado a mercados exigentes e dinâmicos.
Fonte consultada no portal do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.
FAQ
1 – Quais setores mais utilizam o Porto do Rio Grande? Agronegócio, papel e celulose, fertilizantes e contêineres são as principais cargas movimentadas no terminal.
2 – Qual é o peso da China no comércio via Rio Grande? O país asiático responde por quase 20% das importações e cerca de 30% das exportações, consolidando-se como principal parceiro.
3 – Os outros portos gaúchos ainda têm relevância? Sim, especialmente Pelotas, que tem registrado crescimento, embora Rio Grande concentre a maior parte da movimentação estadual.
