A geração de eletricidade atravessa uma fase de transformação. O Brasil, com sua vasta rede de hidrelétricas, encara o dilema entre manter a infraestrutura existente e investir em melhorias. A modernização dessas usinas pode ser um trunfo para garantir um sistema elétrico mais seguro e eficiente.
Gigantes em adaptação
Com capacidade instalada superior a 108 gigawatts, as hidrelétricas são essenciais para o setor elétrico. Entretanto, o tempo cobra seu preço e a eficiência dessas usinas pode diminuir ao longo dos anos. Diante desse cenário, a revitalização das estruturas é a alternativa mais viável para prolongar a vida útil e otimizar o desempenho.
Caminhos para a eficiência
Diferentes estratégias podem ser adotadas para modernizar as hidrelétricas:
- Reabilitação para restaurar as condições originais de operação;
- Repotenciação para ampliar a capacidade e a eficiência;
- Modernização tecnológica para reduzir custos e aumentar a confiabilidade;
- Expansão com adição de novas unidades geradoras;
- Redefinição operacional para adaptar a produção às novas demandas energéticas.
Oportunidades e obstáculos
A Empresa de Pesquisa Energética – EPE identificou 51 usinas com potencial para melhorias, somando 50 gigawatts. A necessidade de eletricidade flexível cresce com a ascensão das fontes renováveis, como eólica e solar, que têm geração intermitente. Contudo, os mecanismos regulatórios e os modelos de remuneração ainda não favorecem plenamente esses investimentos.
A regulação
As hidrelétricas possuem vantagens competitivas para suprir as demandas de flexibilidade e estabilidade da rede. Para que esses investimentos avancem, é fundamental que os leilões e os incentivos do setor permitam a ampliação da capacidade das usinas já existentes, criando um ambiente regulatório mais favorável.
FAQ – Perguntas Frequentes
1 – Hidrelétricas mais antigas são menos eficientes? Com o tempo, o desempenho das usinas pode diminuir, mas investimentos em modernização e repotenciação podem recuperar e até ampliar sua capacidade produtiva.
2 – Por que a flexibilização das hidrelétricas é tão importante? Com a crescente inserção de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, é essencial contar com geradores que possam compensar as oscilações na oferta de eletricidade.
3 – Quais são os principais desafios para o setor? A regulação atual ainda não garante incentivos adequados para viabilizar investimentos, dificultando a modernização das usinas existentes.